quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DISCIPLINANDO A MENTE


A mente deve ser disciplinada,

Cuidar com sutileza dos momentos,

Que vão desabrochar os pensamentos.

É terra que precisa ser arada.


Com disciplina a mente é renovada,

Aflorando no peito os sentimentos,

Que serviram de bons ensinamentos

E pelo bom buril será talhada.

 

E na jornada, a mente desperta

Pra cada ação, de cunho edificante,

Que na verdade, chegará por certo.

 

Ao controlar as suas emoções,

A mente ficará exuberante

Ciente, diz adeus às ilusões.

 

Neneca Barbosa

 


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O VALOR DAS PEQUENAS COISAS


Nas minhas reflexões pude compreender
Que as coisas pequenas têm seu valor
Para a minh’alma que deseja ser
Um elo divino com o Criador.

Sei que é preciso ter muita humildade
Para aceitar cada um com seus defeitos
Sendo renovada a humanidade
Todos respeitarão os seus direitos.

Nas pequenas coisas se encontra o amor
Espalhado por todos os recantos
Desenhado na beleza da flor
No pássaro com seu mavioso canto.

O som do clarim está ecoando no ar
Chamando pra  responsabilidade
De por as mãos na charrua e lutar
Pela tão almejada felicidade.

Sendo o egoísmo banido do mundo
No coração é plantado o perdão
Então nascerá o amor mais profundo
Deixado pelo Mestre em sua missão.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 14/01/2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CANTEIRO DE ROSAS


No silêncio da noite vou pintando
No coração uma colorida tela
Garbosas rosas que vão despertando
Qual sol que nasce numa manhã bela.

Jardineiro do meu próprio canteiro
Cada roseira cuido com carinho
Podo os espinhos que teimam lanceiros
Ferir a minh’alma que busca um ninho.

Quando ao longe escuto uma melodia
Solfejada nas notas da poesia
Minhas rosas começam a bailar

Com a leveza de uma bailarina.
Alegre, volto ao tempo de menina
Ah! Solto a voz e começo a cantar.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 12/01/2011

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CANTO DE AMOR DO POETA



Dedilhando seus versos numa lira
Suas emoções o poeta vai cantando
As vibrações de amor vão exalando
Da harmonia cósmica que lhe inspira.

Canta o poeta a magia da Natureza
Eclodindo no coração a ternura
Afastando do seu peito a amargura
Na alma resplandecendo sua beleza.

O poeta canta de manhã à noite
Alegrando as belas tardes fagueiras
Não temendo os ventos e seus açoites.

Seus versos são recheados de lirismo
Como pássaros voam sobre as palmeiras
Enfrenta cada aurora com heroísmo.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 21/12/2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

SONHO DE UMA BAILARINA



Olhando a beleza da lua no céu
Reclinei a cabeça no travesseiro
Adormeci e me vejo com um troféu
Um sonho que parecia verdadeiro.

Quanta alegria, ao abrir cada cortina
As luzes no palco já estavam acesas
E lá estava uma formosa bailarina
Que transparecia na face leveza!

Quando a música começou a tocar
O seu corpo embalado pela emoção
Foi se desprendendo do chão a voar.

Arrancaram aplausos as piruetas
Enchendo de alegria seu coração
Acordei, vendo apenas as borboletas.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 18/12/2010

QUEM SOU EU?


Um ser humano em evolução
Com sonhos, mas também fantasias,
Buscando através das terapias
Trabalhar a cada imperfeição.

Espírito antigo caminhando
Com a consciência de criança.
Na memória não tem a lembrança
Do passado que vem resgatando.

Sofre, chora, às vezes, se angustia,
Não é fácil o seu caminhar.
Sozinha os percalços enfrentar
Saber vencê-los  na travessia.

Quem sou Eu? Um ser muito real!
Que errando, acertando, vai à luta
Desbastando sua pedra bruta,
Viajante do espaço sideral.

Alma buscadora da verdade,
Tem momentos de paz e alegria.
Se entrega com amor à poesia,
Sonha conquistar a liberdade.

Gosta de escutar a voz da fonte
Ouvir a beleza da canção
Notas que alegram o coração
Olhar o sol nascer no horizonte.

Mulher, mãe, amiga e companheira
O lar é uma perfeita oficina
Onde apara as arestas e ensina
A cultivar na alma a sementeira.

Há! Quanto ainda falto revelar
São tantos os Eus que não dariam
Colocar no papel, mas poderiam
Numa nova etapa continuar.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 17/12/2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COLCHA DE RETALHOS




Teço a Vida, feito uma colcha de retalhos,
Com pedaços de panos de vários matizes
Que vão servir para minha alma de agasalho.
Quando aquecida, consertarei meus deslizes.

Vou correr em busca dos sonhos não vividos,
Deixando para trás as mágoas e as tristezas.
E me encantar com os jardins todos floridos
A enfeitiçarem o olhar com suas belezas.

Na colcha de retalhos costuro poesia,
Pregando cada verso com muito cuidado
Para sentir neles somente sintonia.

E, assim, vou tecendo com amor e carinho,
A colcha da Vida que espalhei no gramado.
Deito e sinto na face o vento de mansinho.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 08/12/2010