quinta-feira, 9 de junho de 2011

O CAMINHAR DO POETA


Vai o poeta caminhando, sem ter direção
É livre. Sai declamando cada emoção
Seus versos tornam-se música magistral
Vêm por inspiração da essência divinal.

Olha para o céu, tem do piloto a coragem
Deposita os sentimentos em sua bagagem
Navega pelos mares, não teme a tempestade
Rompe fronteiras com muita serenidade.

É gigantesco seu universo inspirador
Sua alma é imantada pelo perfume da flor
Carinhosamente constrói cada poesia
Com a simetria de uma bela melodia.

O poeta canta em seus poemas a liberdade
Deixa florescer no coração a humildade
No seu castelo interior cintila a esperança
Encanta-se com tudo, como uma criança.

Viajante, vive seus sonhos pelas andanças
Solitário, traz na memória suas lembranças
À noitinha em silêncio a cabeça reclina
Acorda com o brilho do sol da matina.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 09/06/2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

BAÚ DAS LEMBRANÇAS


Abro com saudade o baú das lembranças
Mergulho sem medo, no tempo de criança
Mundo de fantasia e sonhos fascinantes
Brincava feliz com passos saltitantes.

Lembro-me da minha boneca de pano
Que estava presente no meu cotidiano
Aconchegava no peito com carinho
Cantava para ela pegar no soninho.

De mansinho chega na minha memória
A presença dos ciganos com sua história
Pedindo ao meu Pai, arrego por poucos dias
Povo livre de grande sabedoria.

No vasto pátio da casa erguiam suas tendas
Os seus causos para mim pareciam lendas
Juntava-me as suas crianças para brincar
Com a vida do sítio volto a sonhar.

Recordo também da minha juventude
Repleta de energia, vigor e inquietude
Os sentimentos eram intensamente
Vividos de maneira tão transparente.

Tudo palpitante, novas experiências,
Entre todas elas havia as preferências,
Já na cidade podendo desfrutar
O que lá no sítio não podia ofertar.

Circo, parque de diversões e cinema
Emoções que transcrevo neste poema.
O passeio na praça também tão divertido!
Onde um relacionamento era escolhido.

No percurso meu companheiro encontrei
Pelas veredas íngremes caminhei
Vi no jardim do lar os botões nascendo
No afago dos meus braços foram crescendo.

Assim eu vou seguindo na caminhada
Enfrentando muitas provas na jornada
Deixando brotar no coração o amor
Onde nos meus versos procuro transpor.

Neneca Barbosa
João pessoa, 31/05/2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O FLORESCER DE UMA FLOR


Olhando o florescer de uma flor
Quer seja no campo ou no jardim
Não necessita ser um jasmim
Pra o seu sensível observador.

Seu pólen voa nas asas do vento
Nos frágeis bicos dos passarinhos
Que vão semeando pelos caminhos
Dando a paisagem novo ornamento.

Com a sua sublime exuberância
Vê o sutil balé das borboletas
Exibindo suas belas silhuetas
Envolvidas pela sua fragrância

Ah! Se todos sentissem o amor
O mundo seria bem diferente
A alma se tornava mais consciente
E entenderia a beleza da flor.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 26/05/2011

sábado, 30 de abril de 2011

O SERTANEJO



O sertanejo vai desbravando
Com muita coragem o sertão
Pelas suas trilhas segue cantando
Montado faceiro em seu alazão.

A caatinga é também sua morada
Conhece bem aquele torrão
Onde seguro campeia a boiada
Protegido pelo seu gibão.

De uma popular sabedoria
No Criador deposita confiança
Os raios do sol fazem companhia
No coração cultiva a esperança.

É forte como o mandacaru
Que resiste a seca com bravura
É destemido como um bambu
Carrega n' alma grande ternura.

Encontra desafios no caminho
Que supera por ser lutador
À noite volta pra seu ranchinho
Construído com carinho e amor.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 30/04/2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PERFUME DO SEU AMOR



Dos versos deste poema, fiz uma canção
de sonoras notas, que tocaram meu coração.
Minha alma foi tomada por fugaz torpor,
e sem aviso, senti o perfume do seu amor.

Ele é como o florescer de uma bela flor,
que vem banhada pelo sol. com seu vigor.
É a luz das estrelas a guiar o meu caminho...
É a cândida ternura que afaga meu ninho.

Seu perfume me embala, com o rugir do vento,
que inebria meu corpo servindo de acalento.
Ao fechar os olhos sinto-me acariciada,
tal qual a areia, que pelas ondas é beijada.

Seu frescor tem doce fragrância da magia,
culminando com a beleza da poesia...
Feito o orvalho são gotículas a me envolver,
nas encantadas manhãs que vejo nascer.

Neneca Barbosa - João Pessoa, PB
Imagem: Google

 


sábado, 9 de abril de 2011

ACRÓSTICO - CAROLINA (NETA)



C riança especial que
A ma e é amada
R evela no olhar
O amor que lhe envolve
L uz terna de uma estrela
I manta todos com seu sorriso
N ão sendo preciso as palavras
A nte a fortaleza de uma guerreira.

Vovó Neneca Barbosa
30//11/08

ACRÓSTICO - MILENA (NETA)



MILENA

M ilena nasceu
I rradiando amor
L uz que acendeu
E manando calor
N o seu lar vai florescer
A flor que veremos crescer.

Vovó Neneca Barbosa
Recife, 04/04/2011