sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

MEU VIVER





Meu viver é tal qual de um caminhante
Que segue o caminho como aprendiz
Sem bússola, mas de forma constante
Buscando aprender para ser feliz.

Pinto a vida com as cores da aquarela
Sinto o botão do amor a florescer
Ouço o repicar do sino na capela
 Fito os céus para a Deus agradecer.

Os momentos fluem com sensibilidade
Deixando-me mais apta ao outro ver
Ergo os olhos da individualidade,
Do carinho e da vontade de viver.

Protagonista da minha história
Vou aprendendo com a arte da poesia
Recriando-me pelas cenas da memória
Celebro a Vida com música e alegria.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 19/01/2018

O AMOR E A MENINA




Comparo ao sentir o amor
Ao mar em sua imensidão
Ao perfume de uma flor
E a beleza da canção.


A uma pérola escondida
Na ostra que vive no mar
E pela onda foi trazida
Pra que pudesse brilhar.


Assim desejo embalá-lo
Com carícias de menina
E com alegria abraçá-lo
E rolar pela campina.


Sentimento imensurável
Precisa ser cultivado
Atemporal e incontável
Será o amor fecundado.


Neneca Barbosa
11/01/2018


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

EMOÇÕES EM SEXTILHA




De posse da técnica de fazer sextilhas, e uma vez consagradas pelos autores, esta modalidade tornou-se rica e obrigatória no início de qualquer combate poético. No exemplo abaixo, rima-se entre si, o segundo, o quarto e o sexto versos, deixando órfãos o primeiro, terceiro e quinto versos. Mesmo assim, existem dentro dessa modalidade outros estilos. (Informações da Academia Brasileira da Literatura de Cordel).

Os sonhos da minha terra
Trago-os guardados no peito
Da noite ao nascer do sol
Parece tudo perfeito
O rouxinol quando canta
Acalenta-me no leito.


O campo fica florido
Na época da chuvarada
Transforma toda paisagem
Alegrando a passarada
O colorido é tão belo
Despertando a madrugada.


O meu povo sertanejo
Quando vê limpo o nascente
Bate logo uma tristeza
Nada lhe deixa contente
Seu realejo não tem som
Sem chuva não há semente.


Só resta mesmo a saudade
Daquele tempo querido
Cada um que foi partindo
Deu para a vida sentido
Ao cumprirem seus legados
Na prole o amor foi mantido.


Neneca Barbosa
22/11/2017


sábado, 4 de novembro de 2017

SONETO AO AMOR




Ao meu amor que seja tão intenso
Para que possa com desvelo e tanto
Ser a razão do mais divino encanto
Como o perfume que se torna incenso.


Sentir desejos desse amor imenso
Sem despertar nele qualquer espanto
Rir e chorar ao espalhar meu canto
Aos seus desafios ou a um amor propenso.


Nesse momento não transcenda enfim
Do fogo que destrói que chega ao fim
E que transponha o cadinho da dor.


Que seja profundo, de forma ativa
Contudo que o nostálgico não viva
E que possa desfrutar desse amor.


Neneca Barbosa
João Pessoa, 27/10/2017


Uma paráfrase ao Soneto de Fidelidade - Vinicius de Morais,
revisado pelo professor de Teoria da Literatura I

sábado, 1 de julho de 2017

CIRANDAR COM A CAPPAZ



Cem cirandas estamos completando
Nesse mês que traz muitas alegrias
É São João todos estão cirandando
Brincando com paz e com harmonia.


Os poetas são como belas borboletas
Que com seus versos ficam a bailar
Fazendo piruetas sobre as violetas
Conseguem as cirandas espalhar.

Vamos cirandar fazendo oração
Pra que haja tempo de fraternidade
E vermos na face de cada irmão
A tão desejada felicidade.

De mãos dadas vamos nós cirandar
Construir um novo mundo com poesia
Pra que possamos justiça alcançar
Mudando nos corações a energia.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 24/06/2017

 Fiz esse poema para a Confraria Artistas e Poetas Pela Paz (CAPPAZ),  que completou cem Cirandas, da qual faço parte.

TEMPOS DE OUTRORA


Quão belos eram os tempos de outrora
Fazem-me reviver a calmaria
Do meu rincão sem os medos de agora
Onde transcrevo em forma de poesia.

Saudades da infância com seus sabores,
Da casa, da família, dos amigos,
Da rua tranqüila e dos jardins em flores
É como não existissem os perigos.

Que o sino da igreja continue a tocar
Compondo, assim, uma nova história
Para que a paz e o amor possam reinar
São registros que guardo na memória.

Oh, minha alma não fique aprisionada
Deixo a porta aberta para que voe
Encontre a fraternidade almejada
E canções de esperanças você entoe.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 21/06/2017