terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CANTO DE AMOR DO POETA



Dedilhando seus versos numa lira
Suas emoções o poeta vai cantando
As vibrações de amor vão exalando
Da harmonia cósmica que lhe inspira.

Canta o poeta a magia da Natureza
Eclodindo no coração a ternura
Afastando do seu peito a amargura
Na alma resplandecendo sua beleza.

O poeta canta de manhã à noite
Alegrando as belas tardes fagueiras
Não temendo os ventos e seus açoites.

Seus versos são recheados de lirismo
Como pássaros voam sobre as palmeiras
Enfrenta cada aurora com heroísmo.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 21/12/2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

SONHO DE UMA BAILARINA



Olhando a beleza da lua no céu
Reclinei a cabeça no travesseiro
Adormeci e me vi com um troféu
Um sonho que parecia verdadeiro.

Quanta alegria, ao abrirem as cortinas
As luzes no palco foram acesas
Lá estava uma bela bailarina
Que transparecia na face leveza!

Quando a música começou a tocar
Seu corpo embalado pela emoção
Foi se desprendendo do chão a voar.

Arrancaram aplausos as piruetas
Enchendo de alegria seu coração
Acordei, vi apenas as borboletas.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 18/12/2010

QUEM SOU EU?


Um ser humano em evolução
Com sonhos, mas que tem fantasias
Buscando pelas suas terapias
Trabalhar a cada imperfeição.

Espírito antigo caminhando
Com consciência ainda de criança
Na memória não tem as lembranças
De um passado que vem resgatando.

Sofre, chora, e às vezes se angustia
Não é fácil o caminho trilhar
Sozinha os percalços enfrentar
Saber vencê-los  na travessia.

Quem sou Eu? Um ser muito real
Que errando e acertando vai à luta
Desbastando sua pedra bruta
Viajante do espaço sideral.

Alma buscadora da verdade
Vive momentos de paz e alegria
Se entrega com amor à poesia
Sonha conquistar a liberdade.

Gosta de escutar a voz da fonte
Ouvir a beleza da canção
Notas que alegram o coração
Olhar o sol nascer no horizonte.

Mulher, mãe, amiga e companheira
O lar é uma perfeita oficina
Onde apara as arestas e ensina
A cultivar n’alma a sementeira.

Há! Quanto ainda falto revelar
São tantos os Eus que não dariam
Colocar no papel, mas poderiam
Numa nova etapa continuar.


Neneca Barbosa
João Pessoa, 17/12/2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COLCHA DE RETALHOS




Teço a Vida como uma colcha de retalhos
Com pedaços de panos de vários matizes
Que vão servir para minha alma de agasalho
Quando aquecida, consertarei meus deslizes.

Vou correr em busca dos sonhos não vividos
Deixando para trás as mágoas e as tristezas
Me encantar mais tarde com os jardins floridos
Enfeitiçando meu olhar com as suas belezas.

Na colcha de retalhos costuro poesia
Pregando cada verso com muito cuidado
Desejo ver neles somente harmonia.

E,  assim, vou tecendo com amor e carinho
A colcha da Vida que espalhei no gramado
Deito-me e sinto na face o vento de mansinho.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 08/12/2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NOITE NA VARANDA


Olhando o céu estrelado na varanda
Senti a magia da noite e seus encantos
Voltando ao belo mundo da ciranda
Onde brincava entoando seus cantos.

Aflorou em mim a sensibilidade
Recordei meus sonhos e fantasias
Da menina com suas habilidades
Trazendo no coração só alegria.

Lembrei a beleza das noites de luar
Despontando lá por detrás do monte
Podendo com a criançada brincar
Feliz, sentia o brilho da lua na fronte.

Como gosto de recordar a infância...
Da vida no campo com sua harmonia
Nada para mim tinha mais importância
Do que aquela paz que n’alma sentia.

As grandes redes e espreguiçadeiras
Deixavam a varanda aconchegada
Para a alegria da família inteira
Onde suas histórias eram contadas.

Tudo flui com tamanha intensidade
Invadindo meus sutis pensamentos
No coração fica minha saudade
Quietinha, fito o céu neste momento.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 06/12/2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

JUSTIÇA E PAZ


Desejamos um mundo renovado
Onde a justiça tenha uma medida
Para que exista a paz merecida
E o homem possa viver sossegado.

Ver a esperança nos sonhos da criança
Que caminha em busca da liberdade
Cultivando a semente da verdade
Para ter um futuro de bonança.

Vamos plantar no coração o amor
Acreditando que vai florescer
Em cada manhã podermos colher
Frutos da luta do nosso labor.

Unidos seguiremos na jornada
Confiantes na justiça divina
Com a luz do sol de cada matina
Que aquece nossa alma na caminhada.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 02/12/2010