sábado, 4 de novembro de 2017

SONETO AO AMOR




Ao meu amor que seja tão intenso
Para que possa com desvelo e tanto
Ser a razão do mais divino encanto
Como o perfume que se torna incenso.


Sentir desejos desse amor imenso
Sem despertar nele qualquer espanto
Rir e chorar ao espalhar meu canto
Aos seus desafios ou a um amor propenso.


Nesse momento não transcenda enfim
Do fogo que destrói que chega ao fim
E que transponha o cadinho da dor.


Que seja profundo, de forma ativa
Contudo que o nostálgico não viva
E que possa desfrutar desse amor.


Neneca Barbosa
João Pessoa, 27/10/2017


Uma paráfrase ao Soneto de Fidelidade - Vinicius de Morais,
revisado pelo professor de Teoria da Literatura I

sábado, 1 de julho de 2017

CIRANDAR COM A CAPPAZ



Cem cirandas estamos completando
Nesse mês que traz muitas alegrias
É São João todos estão cirandando
Brincando com paz e com harmonia.


Os poetas são como belas borboletas
Que com seus versos ficam a bailar
Fazendo piruetas sobre as violetas
Conseguem as cirandas espalhar.

Vamos cirandar fazendo oração
Pra que haja tempo de fraternidade
E vermos na face de cada irmão
A tão desejada felicidade.

De mãos dadas vamos nós cirandar
Construir um novo mundo com poesia
Pra que possamos justiça alcançar
Mudando nos corações a energia.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 24/06/2017

 Fiz esse poema para a Confraria Artistas e Poetas Pela Paz (CAPPAZ),  que completou cem Cirandas, da qual faço parte.

TEMPOS DE OUTRORA


Quão belos eram os tempos de outrora
Fazem-me reviver a calmaria
Do meu rincão sem os medos de agora
Onde transcrevo em forma de poesia.

Saudades da infância com seus sabores,
Da casa, da família, dos amigos,
Da rua tranqüila e dos jardins em flores
É como não existissem os perigos.

Que o sino da igreja continue a tocar
Compondo, assim, uma nova história
Para que a paz e o amor possam reinar
São registros que guardo na memória.

Oh, minha alma não fique aprisionada
Deixo a porta aberta para que voe
Encontre a fraternidade almejada
E canções de esperanças você entoe.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 21/06/2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ALMA DE MULHER


Momento do lançamento do livro "Mãos Poéticas" da poetisa catoleense Celina Maria de Menezes (Dona Santa), tia de Petronilo Filho, na cidade paraibana de Catolé do Rocha. Em sua homenagem compus este singelo poema.Vale ressaltar que a poetisa em maio completará 90 anos. De uma memória invejável, recita muitos dos seus poemas, sem precisar do papel.


ALMA DE MULHER

O tecer dos versos por inspiração
Nasce da alma de uma mulher sensível
Que traz no seu sublime coração
As pegadas de um mundo tangível.

Cada sonho, emoção e sentimento
São transformados em bela poesia
Embalada pela força do vento
Com sensibilidade e magia.

No peito guarda diversas lembranças
Que se achegam com gosto de saudade
Mas segue a jornada com esperança
De ter cumprido sua missão de verdade.

Mulher, Mãe, companheira e educadora
Deixa seu legado como memória
Não mediu esforços de buscadora
Para junto aos seus construir sua história.

Neneca Barbosa
Catolé do Rocha, 14/01/2017