
Da janela vejo bela carruagem
Pelas alamedas vai deslizando
Pétalas de rosas caem da folhagem
Os sonhos n’alma vão se realizando.
Borboletas num bailado sutil
Vão levando nas asas a esperança
De um mundo renovado e varonil
Projetado no amor de uma criança.
Ao longe ouço o cantar do rouxinol
Qual voz do menestrel, ecoando no ar
Feliz, sorve o néctar de um girassol
Que fica em êxtase com seu cantar.
A beleza da vida é divinal
Nutrindo na alma plena alegria
Suas lições reluzem como cristal
Irradiando no Ser luz e harmonia.
A carruagem do meu coração
É guiada por um cavalo alado
Veloz, voa por sobre a multidão
Levando meus versos, como legado.
Neneca Barbosa
João Pessoa, 31/05/2010