sábado, 23 de julho de 2016

CREPÚSCULO


Lágrimas por sobre a relva vão escorrendo
Silenciosas deixam meu Ser fragilizado
O véu da noite se estende no céu estrelado
Sinto que meus sonhos não estão morrendo.

As estrelas brilham e falam de poesia
Quero ser livre e não pássaro aprisionado
Não temer o rochedo que será alcançado
E poder cantar uma bela melodia.

Pelo campo verde caminho até a fonte
Para banhar minha face ao nascer do sol
Imagens avermelhadas no arrebol
Deixam um belo cenário no horizonte.

Ah, o farfalhar da aragem trazida do monte
Levou minha alma ao deslumbre e ao devaneio
Buscar o amor será sempre o meu esteio
Na esperança de ser entre os homens uma ponte.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 17/07/2016

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